NBA The Run é uma aposta bem diferente dos tradicionais jogos de basquete. O título não busca realismo e grande profundidade nas mecânicas como vemos em NBA 2K, ele segue o caminho arcade, focando em partidas rápidas, jogadas mirabolantes e regras dinâmicas que mudam o ritmo das partidas.
A experiência é focada em torneios online disputados em partidas 3 contra 3. Existem duas maneiras de jogas. A primeira é onde cada jogador controla apenas um atleta, formando equipes com outros jogadores online. Enquanto a segunda permite controlar os três integrantes do time, oferecendo uma experiência mais tradicional de basquete.
Apesar das diferença, ambos compartilham a mesma estrutura básica. O objetivo é avançar por torneios rápidos, acumular vitórias, recompensas e progresso para os atletas utilizados. O problema é que, esse é praticamente todo o conteúdo do jogo. Não existem modo história, carreira, jogos offline ou desafios voltados para um jogador. Além disso, a ausência de multiplayer local também prejudica a experiência, principalmente por se tratar de um jogo arcade.
No entanto, para quem busca partidas rápidas contra outros jogadores, não terá problemas. Mas é aquilo, com o tempo o jogo se torna repetitivo, já que ele oferece todas as suas atividades em poucas horas.
A jogabilidade faz com que NBA The Run se destaque e tenha sua vida prolongada. Os fundamentos do basquete são simples de executar, permitindo que até mesmo novatos como eu, aprendam rapidamente os comandos. Passes, arremessos, roubos de bola e bloqueios, funcionam de forma intuitiva, enquanto dribles especiais e habilidades específicas adicionam ainda mais profundida para os jogadores.
O grande charme e destaque aqui são as estrelas da NBA, que são representadas de forma fiel. Cada atleta possui características fiéis às suas versões reais, como Stephen Curry possui melhor arremesso de três, Wembanyama é dominante próximo a cesta, enquanto LeBon e Ja Morant possuem habilidades de infiltração e enterradas.
Os modificadores de partida também prolongam a experiência. Antes de cada partida, regras especiais são sorteadas, alterando completamente a forma como a partida será disputada. Em algumas ocasiões, enterradas valem mais pontos ou até mesmo só contam pontos de arremessos de três. Essas mudanças tornam o jogo mais dinâmico e divertido, fazendo com que o jogador se adapte às novas regras e melhore em diversos aspectos do jogo.
No entanto, quando se joga com pessoas aleatórias, essa dinâmica não funciona não tem bem. Diversos jogadores são egocêntricos, ignoram os outros ou simplesmente não ligam para as regras. Mesmo sendo o “Basquete de rua”, o trabalho em equipe é fundamental aqui, e o fato de jogadores não saberem lidar com isso, pode ser frustrante. Além disso, o sistema de seleção permite que os integrantes da equipe escolham o mesmo atleta, reduzindo a variedade das partidas e criando situações de desequilíbrio.
Visualmente, NBA The Run adota uma direção de arte estilizada e bastante carismática. Os atletas possuem visual cartunesco sem perder a identidade das estrelas da NBA, enquanto as quadras apresentam cenários variados e coloridos que reforçam a atmosfera descontraída do basquete de rua.
As animações também são competentes, principalmente durante enterradas, bloqueios e dribles mais elaborados. Os movimentos possuem impacto e ajudam a transmitir a natureza arcade da experiência.
No desempenho, o jogo apresenta boa estabilidade durante as partidas. O sistema de rede funciona de maneira perfeitamente, oferecendo confrontos rápidos e responsivos, enquanto o matchmaking ajuda a manter o ritmo acelerado das disputas. Ainda assim, a dependência total do ambiente online acaba sendo uma limitação importante, já que toda a progressão do jogador depende dos servidores estarem ativos, reduzindo consideravelmente as opções para quem prefere jogar sozinho.











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